.Saúde.
Verão sem dor no ouvido
Verão é sinônimo de calor. E isso pede praia, mar, piscina, enfim, qualquer atividade que envolva água para se refrescar. O problema é o depois. É comum muitas pessoas acabarem sofrendo das otites, ou simplesmente dor de ouvido, por causa da exposição excessiva à água.
“Temos dois tipos fundamentais de otite: a externa, que é a otite produzida pela inflamação da pele do conduto, e a otite media, que é aquela que está atrás do tímpano e que é muito comum em crianças pequenas ou em pessoas que mergulham muito. A maioria são de otite externa por causa da exposição exagerada à água e também aos micros traumas produzidos por manipulações”, explica o Dr. José Antonio Pinto, otorrinolaringologista do Hospital São Camilo.
Ele explica que, quando se está na água, a cera existente no ouvido pode ficar mais solta e ir para o fundo, dando a sensação de ouvido tampado. Outro problema é que a água pode produzir descamações da pele interna do ouvido, facilitando as infecções. “Você precisa ser examinado por um otorrino para ele ver como está o seu ouvido”, aconselha.
Um grande vilão é o cotonete, normalmente usado para tentar tirar a cera do ouvido, o que não é aconselhado. O médico conta que “o ouvido tem uma defesa natural. A cera é uma proteção. Você não pode limpar tanto que você tira a proteção. A cera sai normalmente. Devagar você pode dar uma limpadinha com o cotonete, mas sem ficar mexendo muito lá dentro”.
No caso de otite externa, ele diz que o tratamento costuma ser com com pomadas com corticoides ou antibiótico. “O médico tem que limpar, aspirar às vezes, passar uma pomada e deixar até um tampão com antibiótico por 12 horas. No dia seguinte, geralmente a gente pede para pingar o remédio de 2 em 2 horas, para desinflamar aquela pele”.
Ele dá alguns conselhos para quem tiver a sensação de água no ouvido, como usar um pouco de álcool buricado para limpar o conduto e deixar um algodão lá uns 10 minutos. Outra dica também é usar algumas gotinhas de antiinflamatório e colocar calor local, fazer uma compressa. E evitar a manipulação. Mas claro que, acima de tudo, o mais aconselhável é ir a um médico de confiança, pois ele saberá indicar o tratamento adequado.
Hospital São Camilo
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